No governo da Igreja Presbiteriana do Brasil temos uma hierarquia de Concílios. Estes Concílios em ordem ascendente são:

a) o Conselho, que exerce jurisdição sobre a Igreja local;
b) o Presbitério, que exerce jurisdição sobre os pastores e Conselhos de determinada região;
c) o Sínodo, que exerce jurisdição sobre três ou mais Presbitérios;
d) o Supremo Concílio, que exerce jurisdição sobre todos os concílios.

Seguindo a mesma ordem hierárquica, o Trabalho Feminino da Igreja Presbiteriana do Brasil, está assim organizado:

  • âmbito local (igrejas e congregações) – SAF
  • âmbito dos Presbitérios – Federação
  • âmbito dos Sínodos – Confederação Sinodal
  • âmbito nacional – Confederação Nacional

Organograma

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SAFs

É a entidade que congrega as SAFs, as Federações de SAFs e as Confederações Sinodais de SAFs, sob a supervisão de um Secretário Geral, eleito pelo Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (MUSI– pág. 82,Cap. XXV, Art. 116)

São finalidades da Confederação Nacional (MUSI – pág. 82, Cap. XXV, Art.117):

a) coordenar e desenvolver o trabalho das SAFs em todo o território nacional;
b) incentivar a criação de Confederações Sinodais, participando do ato de organização das mesmas;
c) incentivar o intercâmbio entre as Confederações Sinodais;
d) realizar reuniões com as Presidentes das Confederações Sinodais;
e) elaborar programas de interesse das SAFs, Federações e Confederações Sinodais;
f) manter o órgão oficial de informação em âmbito nacional – SAF em Revista – sugerindo programas e artigos, e divulgando nela suas atividades e planos, sob a orientação do Secretário Geral;
g) realizar e dirigir, de quatro em quatro anos, o Congresso Nacional, sob a orientação do Secretário Geral;
h) elaborar planos e sugestões a serem encaminhados à Comissão Executiva do Supremo Concílio, através do Secretário Geral, para a necessária apreciação e aprovação.

CONFEDERAÇÃO SINODAL DE SAFS

É a entidade que congrega as Federações de SAFs dos Presbitérios nos limites de um Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, sob a supervisão do Secretário Siniodal, eleito pelo Sínodo (MUSI – pág. 69, Cap. XIX, Art. 86).

São finalidades da Confederação Sinodal (MUSI – pág. 69, Cap. XIX, Art. 87):

a) promover e coordenar os intercâmbios entre as Federações;
b) planejar e realizar encontros periódicos e um Congresso Bienal;
c) cooperar com a Confederação Nacional na divulgação e execução dos seus planos junto às Federações;
d) Incentivar a organização ou reorganização de Federações, fazendo-se representar nestas organizações;
e) funcionar como elo entre as Federações e a Confederação Nacional;
f) assessorar tecnicamente as Federações.

FEDERAÇÃO

É a entidade que congrega as SAFs das igrejas jurisdicionadas a um Presbitério da IPB, ao qual se subordina e funciona sob a supervisão de um Secretário Presbiterial (MUSI – pág. 54, Cap. XII, Art. 53).

São finalidades da Federação (MUSI – pág. 54, Cap. XII, Art. 54):

a) promover, incentivar e coordenar o intercâmbio entre as SAFs federadas;
b) planejar e realizar encontros periódicos e um Congresso Anual ;
c) funcionar como elo entre as SAFs e a Confederação Sinodal, tomando parte em suas reuniões através de delegadas credenciadas;
d) incentivar a organização ou reorganização das SAFs nas igrejas locais, mediante a aprovação do Conselho, fazendo-se representar nestas organizações;
e) dar às SAFs instruções e sugestões sobre planos de trabalho e indicar-lhes literatura específica.

A Federação pode ser dividida em Círculos ou Setores, conforme sua estrutura e as conveniências locais ou regionais. A finalidade desta estrutura é intensificar e fortalecer o trabalho da Federação, promover entrelaçamento das SAFs e desenvolver o gosto pelo estudo bíblico. As reuniões dos Círculos ou setores de Federação devem ter programas e tempo definidos, e objetivam a máxima participação das SAFs federadas (MUSI – pág. 65, Cap. XVI, Art. 81, § 1º).

Organograma

SAF – Sociedade Auxiliadora Feminina

É a organização do Trabalho Feminino em uma Igreja, Congregação ou Ponto de Pregação. Funciona com a autorização e sob a jurisdição do Conselho da igreja local, que indica um Conselheiro para servir de elo de ligação com a Sociedade.

Sócias da SAF (MUSI – pág. 32, Cap. IV, Art.7º e 8º)

A filiação à SAF terá por base a faixa etária de 18 anos para cima.
Haverá duas categorias de sócias:

a) ativa – membro da Igreja que se comprometer a freqüentar no mínimo 50% das reuniões e realizar o trabalho que lhe for designado.
b) cooperadora – aquela que sendo membro da Igreja, ou aluna da Escola Dominical, esteja impedida, por motivo justo, de freqüentar regularmente as reuniões da SAF, ou o membro de qualquer outra igreja evangélica, a juízo do Conselho e que, dentro de suas possibilidades, coopere com sua participação e apoio financeiro. A sócia cooperadora não terá direito a voto e sua presença não intervirá no quorum da reunião.

Sócia Emérita – título de honra que é oferecido a uma sócia de qualquer categoria,
que, sendo membro professo da IPB, em plena comunhão, tenha prestado relevantes
serviços à SAF da qual é sócia. Este título não implica a perda de qualquer
privilégio ou dever da sócia, bem como não lhe adiciona privilégios ou deveres
diferentes das demais sócias.

Departamentos (MUSI – pág. 48, Cap. VII, Art. 43)

A SAF poderá se dividir em Departamentos. O número de sócias de um Departamento fica a critério da Diretoria, sendo o mínimo de 5 e o máximo de 15.
Parágrafo único – a divisão da SAF em Departamentos é feita pela Diretoria, que seguirá o critério geográfico ou outro que achar conveniente.

As finalidades dos Departamentos são (MUSI – pág. 48, Cap. VII, Art. 44):

a) contribuir para um maior desenvolvimento das sócias;
b) realizar estudos e palestras indispensáveis ao desenvolvimento de uma vida integral;
c) preparar obreiros capazes para cargos de responsabilidade;
d) aumentar o interesse e o entusiasmo pelo trabalho;
e) estreitar as relações de amizade entre as sócias.

 

Secretarias de Atividades

A Secretaria de Atividade é uma área de atuação em que todos os sócios são desafiados a atuar individual e coletivamente. Tem como objetivo preparar as sócias para que tenham condições de desenvolver qualquer atividade na Sociedade local, na Federação, na Confederação Sinodal, na Confederação Nacional, ou ainda na igreja local como um todo
(MUSI – pág. 41, Cap. VI, Art. 28 e 30).

A SAF, respeitando suas particularidades de estrutura e funcionamento, poderão ter as seguintes Secretarias de Atividades:

a) espiritualidade
b) evangelização
c) missões
d) ação social
e) causas da IPB
f) causas locais e sociabilidade
g) cultura
h) comunicação e marketing
i) estatística
j) música
k) esporte e recreação
l) outras conforme a realidade local.
(MUSI – pág. 41, Cap. VI, Art. 29)

A Diretoria da SAF nomeia para cada Secretaria uma sócia que coordenará aquela atividade. Cada SAF procurará trabalhar com o máximo de Secretarias, atendendo, no entanto à sua realidade humana e local.